Novos Desafios e a Luta pela Recuperação
Novos Desafios e a Luta pela Recuperação
Após deixar o estágio e ver meu irmão terminar os estudos, decidi me mudar para a casa da minha madrinha, a irmã da minha mãe. Passei alguns meses com ela, acompanhando suas consultas médicas e ajudando no que fosse necessário. Nesse período, voltei a procurar emprego e fiz uma entrevista na Tok&Stok. No entanto, acabei não aceitando a vaga devido à necessidade de mais tempo para os meus estudos e ao impacto do relacionamento que estava me afetando. Novamente, coloquei as preocupações pessoais à frente das minhas próprias necessidades, cometendo um erro de julgamento.
O relacionamento acabou e, sem emprego e com dificuldades para ajudar minha madrinha, decidi me mudar de volta para a casa do meu pai. A solidão e a falta de perspectiva acabaram me levando a trancar a faculdade. O peso do luto e das dificuldades pessoais se acumulou, e tentei ignorar a dor focando no trabalho e na academia. No entanto, o impacto foi tão profundo que meu corpo e mente acabaram reagindo de maneira severa.
Afastada de tudo, meu cérebro aparentemente "desligou" como uma forma de proteção. Passei três meses sem lembrar claramente do que havia acontecido. Durante esse período, meu pai contou que eu precisava de ajuda constante, inclusive para cuidados básicos como tomar banho e comer. Estava profundamente doente mentalmente, lutando com altos níveis de ansiedade e necessitando de medicamentos e cuidados contínuos. Minha família, especialmente meu pai e meu irmão, ficaram devastados, temendo que pudessem me perder também.

Comentários
Enviar um comentário