A Recuperação e o Retorno à Faculdade
A Recuperação e o Retorno à Faculdade
Após três meses de profunda dificuldade e isolamento, um dia eu acordei com uma sensação estranha. Acordei pensando que ainda estava no dia em que havia trancado a faculdade. Levantei-me da cama e perguntei ao meu pai se ele não iria trabalhar naquele dia. Ele me respondeu que já havia deixado o emprego devido à minha doença. Para minha surpresa, eu não tinha a menor ideia disso.
Foi como se, por um milagre, a dor do luto tivesse desaparecido de repente. Sentia como se toda a tristeza que me acompanhava tivesse sido removida. Embora meu pai ainda achasse que eu não estava totalmente bem, eu me sentia pronta para retomar a vida. Meu irmão foi o único a perceber que eu estava melhor, mas, para que meu pai tivesse certeza, ele me deixou sob os cuidados de uma cuidadora por um mês.
Durante esse período, eu estava determinada a voltar para a faculdade e me recusava a tomar medicamentos, acreditando que a verdadeira cura viria com meu retorno à rotina. Convencer meu pai de que eu estava 100% recuperada foi um desafio; eu escondia os comprimidos e dizia que não precisava deles. Com o tempo, meu pai começou a acreditar na minha recuperação e decidiu dispensar a cuidadora.
Finalmente, voltei para a faculdade de Arquitetura. No meu primeiro dia de volta, entrei em uma sala onde os trabalhos estavam bastante adiantados e os grupos já haviam sido formados. Para evitar compartilhar minha história pessoal, apenas disse que estava viajando durante minha ausência.
Esse retorno foi um marco significativo na minha jornada. A superação das dificuldades e a determinação em retomar meus estudos mostraram a minha força e o desejo de seguir em frente, apesar dos desafios imensos que enfrentei.

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